A atual proprietária da Volvo poderá adquirir a Lotus à DRB-Hicom. Os franceses querem a Proton para aumentar a produção na Ásia.

A Geely, grupo chinês que comanda os destinos da Volvo, estará interessado na compra da Lotus à DRB-Hicom, um conglomerado sediado na Malásia, segundo a Autocar. Esta notícia surge numa altura em que a histórica marca britânica anunciou que alcançou lucros pela primeira vez em duas décadas e que avançou com planos concretos para o lançamento de uma nova geração do Elise em 2020.

Por outro lado, apesar de estar em pleno processo negocial para a possível compra da Opel, a Peugeot Citroën (PSA) poderá envolver-se na aquisição da Proton, marca que vive há algum tempo um momento financeiro conturbado, igualmente detida pela DRB-Hicom. Com este negócio, os franceses pretendem aumentar a capacidade da fábrica da Proton na Malásia de 150 mil para 2 milhões de unidades/ano, reduzindo assim os custos no abastecimento no mercado do sudeste asiático.

Recorde-se que a Proton está à procura de um parceiro internacional depois de um resgate do governo há cerca de seis meses, na sequência de uma sucessão de maus resultados financeiros. No ano passado, os responsáveis da DRB-Hicom chegaram a dizer que poderiam vender a Lotus de modo a salvar a Proton. Nessa altura, PSA, Renault e Suzuki terão manifestado interesse na Proton (sem a certeza que a Lotus pudesse estar envolvida no negócio).

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