O restyling nem sequer é o que mais se destaca no Honda CR-V.  Impressionante é mesmo o novo 1.6 bi-turbodiesel de 160 cv,  especialmente quando associado à também nova caixa automática de 9 velocidades.

A Renault já tem, na Trafic, um 1.6 dCi bi-turbodiesel com 140 cv e promete equipar o Mégane com uma variante deste motor capaz de 160 cv. Mas a Honda antecipou-se e matou três coelhos de uma cajadada só. Além de ter operado um restyling no CR-V, aproveitou a ocasião para mostrar o novo 1.6 I-DTEC de 160 cv (já cumpre Euro VI) e, não há duas sem três, a também nova caixa automática de 9 relações.

No meio de tanta novidade, o restyling passa despercebido. Mas a verdade é que o CR-V tem uma frente quase inteiramente nova e, acrescentaríamos nós, bastante mais consensual. O interior também foi alvo de algumas alterações, mas o destaque vai para o novo sistema de infotainment Honda Connect que é compatível com o sistema Android 4.0.4, permitindo, por exemplo, navegar na internet e instalar apps.

Voltando ao tema central desta apresentação, o 1.6  Diesel debita 160 cv e uns colossais (para a cilindrada) 350 Nm de binário. Para o fazer, recorre a dois turbos, sendo que o mais pequeno (de alta pressão) é de geometria variável para melhorar a resposta a baixos regimes. Na prática, o motor responde sempre com convicção, tanto em baixos como em médios regimes, mas a faixa ideal de utilização está compreendida entre as 2000 e as 4000 rpm. Se bem que tudo isto acabe por ser um quase indiferente, porque com esta dose de binário e uma caixa automática de 9 velocidades que pode reduzir diretamente de 9ª para 5ª, por exemplo, a resposta está sempre na ponta do... pé direito. Basta uma pressão mais veemente e seja qual for o regime ou a velocidade, o CR-V avança com determinação. E sem comprometer demasiado os consumos que, a Honda garante, podem ser inferiores a 5 l/100 km. Mas não ao ritmo a que este 1.6 bi-turbodiesel convida...

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