Entre os SUV compactos está a “guerra” instalada. São cada vez mais os exércitos que mandam os seus combatentes para o terreno. Como a Honda, com o novo HR-V. Mas com motor a gasolina  arrisca estar na guerra errada.

Em termos globais, das versões a gasolina do novo HR-V espera-se uma participação acima dos 40%, nas vendas previstas. Não é o que se prevê para o mercado português, onde os Diesel são hegemónicos, mas não deixa de ser uma curiosidade analisar a versão 1.6i-VTEC de 130 cv. Para aqueles condutores que têm alergia aos Diesel.

Se, no arranque, o motor emite pouco ruído e nenhuma vibração, basta deixar subir a rotação para se ouvir o motor mais do que o desejado e nem sequer se pode dizer que seja um som melodioso. O que é pena, pois a caixa manual tem um punho minúsculo e um curso muito curto, incentivando à sua utilização, na procura do melhor regime do motor. A questão é que, com apenas 155 Nm, este motor 1.5 sem turbo está desenquadrado daquilo que a maioria dos construtores europeus oferece. As prestações são modestas, mesmo acima das 4600 rpm, que é o regime do binário máximo.

A dinâmica começa por mostrar facilidade de utilização em cidade, apesar de as jantes de 17’’ estragarem um pouco o conforto. E a visibilidade para trás fica toda dependente da câmara de marcha atrás, devido à linha descendente do tejadilho, que também prejudica o acesso aos lugares de trás. Aqui, há muito espaço para pernas e joelhos, quase ao nível do segmento acima e o assento pode levantar-se, para transportar uma bicicleta, tarefa facilitada por um piso quase sem túnel central. A mala tem um volume de 470 litros, com os bancos na posição normal e um alçapão enorme.

O condutor tem uma boa posição ao volante mas a opção por dois sistemas táteis, um para o monitor e outro para o A/C, não se mostrou fácil de usar. A qualidade dos materiais só passa da mediania nas pequenas zonas do tablier forradas a imitação de pele.

Em estrada, o HR-V não é tão envolvente de guiar como se poderia esperar, de um Honda. É previsível e seguro, sem mais ambição, até porque o motor não ajuda. A opção Diesel é claramente a melhor.

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