A gama HR-V é comercializada em Portugal, para além do motor 1.6 i-DTEC de 120 cv, com um 1.5 a gasolina i-VTEC de 130 cv. Para quem gosta de uma condução relaxada, a marca propõe a caixa automática CVT com “sete velocidades.”

No primeiro ensaio que fizemos à versão a gasolina do novo Honda HR-V com caixa manual, na edição 1343 do Autohoje, o SUV nipónico com motor 1.5 i-VTEC deixou-nos vários pontos de reflexão: ao contrário dos motores atmosféricos de outros tempos, que a marca japonesa fazia como ninguém, este novo 1.5 soube sempre a pouco. É lento a subir de regime e ruidoso, deixando pouca vontade de pressionar o pedal da direita. Mas este novo HR-V é mais uma boa criação da marca japonesa. Não tem o fator recreativo do modelo original, pois nem sequer adota tração integral, mas tem uma estética apelativa, dimensões compactas e um interior espaçoso, onde despontam os versáteis bancos mágicos. A qualidade interior é boa, tal como o tato da direção, dos pedais e de todos os comandos periféricos ao condutor. E se juntarmos a caixa automática CVT ao motor 1.5, a mecânica melhora? O resultado na ficha de medições é muito superior às sensações de condução. Com modos Normal e Sport, neste caso com sete relações de transmissão fixas, que podem ser selecionadas por partilhas no volante, responde com alguma celeridade. Todavia, mantém o tato típico deste tipo de caixas: deixa a rotação subir demasiado em modo automático, criando interrupções notórias na aceleração… As passagens são lentas e só melhoram com a caixa em modo Sport acompanhada da ação certa do condutor através das patilhas do volante. Desta forma, o HR-V ganha nova alma e a condução torna-se mais fluída. O motor, que no arranque é silencioso e sem vibrações, fica mais ruidoso e na fase em que a caixa teima em não mudar para a (suposta) relação seguinte, obriga a aliviar o pedal do acelerador para que a passagem aconteça.

Custa mais 1300 euros do que a versão manual, mas aconselhamo-la apenas a quem goste de conduzir de forma tranquila e sem pressas, porque este 1.5 com 130 cv é para usar calmamente. Caso contrário, aliás, também corre o risco de catapultar os consumos para valores desproporcionadamente elevados.

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